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Neste artigo retirado do site HowStuffWorks será abordado o funcionamento do Blackberry, como a tecnologia “Push”, o software e seu hardware, assim como a sua história.

Quando o BlackBerry foi lançado em 1999, para os executivos poderosos e fanáticos por tecnologia era obrigatório possuir um. As pessoas que adquiriram um BlackBerry necessitavam ou queriam acesso constante ao e-mail, à agenda e ao telefone. O fabricante do BlackBerry, a Research in Motion (RIM), relatou apenas 25 mil assinantes no primeiro ano, mas desde então, sua popularidade cresceu de modo impressionante.

Em abril de 2006 a RIM relatou ter 8 milhões de assinantes, e os usuários afirmam que se tornaram dependentes dos aparelhos. O BlackBerry trouxe até novas gírias para o inglês: existem palavras para a paquera via BlackBerry (blirting, BlackBerry + flirting); lesões por esforços repetitivos decorrentes do uso excessivo do BlackBerry (BlackBerry thumb, polegar de BlackBerry); e o uso impróprio do BlackBerry por alguém alcoolizado (drunk-Berrying). Enquanto algumas pessoas dizem que o BlackBerry possibilitou que saíssem do escritório e passassen mais tempo com os amigos e a família, outras o acusam de permitir que o trabalho se infiltrasse em momentos de seu tempo livre. Em 2007 o Blackberry já ultrapassava a marca de 12 milhões de usuários!

 

O Blackberry Curve 8300 foi eleito o Melhor Smartphone pela revista Info Exame em 2006

O Blackberry Curve 8300 foi eleito o Melhor Smartphone pela revista Info Exame em 2006

 

 Neste artigo, vamos examinar a tecnologia “push”, responsável pela popularidade do aparelho, a antiga disputa da RIM com a NTP Incorporated (detentora da patente), e sua disputa atual com a Visto Corporation. Também iremos explorar o hardware e o software do BlackBerry.

Tecnologia “Push”
Um PDA faz muitas das mesmas coisas e foi lançado muitos anos antes que o BlackBerry. Entretanto, até pouco tempo atrás, a única maneira de fazer as informações da maioria dos PDAs coincidir com as informações do computador de uma pessoa, era por meio da sincronização automática ou manual do PDA. Isso podia levar tempo e ser inconveniente. Além disso, podia levar exatamente aos conflitos que a posse de um PDA deveria evitar. Por exemplo, um gerente poderia marcar uma reunião no PDA, sem saber que um de seus auxiliares tinha marcado outra reunião para o mesmo horário em agenda disponível na rede.

Por outro lado, um BlackBerry faz tudo que um PDA pode fazer e se auto-sincroniza continuamente por meio da tecnologia push. O software BlackBerry Enterprise Server ou Desktop Redirector “pushes” (“empurra”) ou redireciona os novos e-mails, atualizações de agenda, documentos e outros dados direto para o usuário por meio da Internet e da rede de telefonia celular.

Primeiro, o software verifica a chegada de uma nova mensagem ou a alteração dos dados. Então, ele a comprime, distribui em pacotes e redireciona a informação para a unidade portátil. O servidor usa o protocolo de transferência por hipertexto (HTTP) e o protocolo de controle de transmissão (TCP) para se comunicar com os aparelhos portáteis. Ele também criptografa os dados com um padrão de tripla criptografia de dados (DES) ou padrão de criptografia avançado (AES).

O software determina os recursos do BlackBerry e permite que as pessoas estabeleçam critérios para as informações que desejam receber. Os critérios podem incluir o tipo e o tamanho das mensagens, remetentes específicos e atualizações para programas ou bancos de dados específicos.

Assim que todos os parâmetros forem estabelecidos, o software aguarda pelo conteúdo atualizado. Quando uma nova mensagem ou outro dado é recebido, o software formata a informação para transmissão e a exibe no BlackBerry. Ele empacota as mensagens de e-mail em um tipo de envelope eletrônico de modo que o usuário possa decidir se abre ou recupera o restante da mensagem.

O BlackBerry fica atento a novas informações e notifica o usuário de sua chegada por meio de vibração, alteração de um ícone na tela ou acendendo uma luz. O BlackBerry não consulta o servidor ao procurar por atualizações. Ele simplesmente espera que a atualização chegue e notifica o usuário quando isso ocorre. Com o e-mail, uma cópia de cada mensagem também vai para a caixa de entrada do usuário no computador, mas o cliente de e-mail pode marcar a mensagem como lida assim que o usuário a ler no BlackBerry.

As pessoas descrevem o uso do BlackBerry como sendo um vício e a razão disso é que ele não somente dá às pessoas o acesso constante a seus telefones, como também proporciona atualizações contínuas do e-mail, agendas e outras ferramentas.

 

A disputa da patente

A lei de Patentes pode ser complexa e as queixas que as companhias fazem quanto a suas patentes podem ser difíceis de quantificar. Mas este é um dilema que a RIM e o BlackBerry enfrentaram: a NTP Incorporated detém várias patentes para a tecnologia de e-mail sem fio. A tecnologia push da RIM é similar, embora muito mais complexa que a tecnologia que a NTP patenteou. A NTP acusou a RIM de violação de patente e os juízes e jurados concordaram. A disputa de patente e o atraso no lançamento de novos modelos do BlackBerry causaram uma pequena diminuição no ritmo de crescimento da RIM.

A disputa entre a NTP e a RIM começou em 2001, quando a NTP processou a RIM. As cortes foram, em geral, favoráveis à NTP, concedendo acordos monetários e mandados contra a RIM. No entanto, a RIM apelou das sentenças e solicitou uma revisão das patentes da NTP. O Escritório de Patentes e Marcas Comerciais dos Estados Unidos (USPTO) reviu a decisão quanto a várias das patentes em questão.

Em novembro de 2005, uma corte distrital dos Estados Unidos julgou que um acordo monetário entre as duas companhias não era possível. Em 23 de janeiro de 2006, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o apelo da RIM para revisar a sentença da corte distrital. A grande preocupação era se essa decisão levaria a um mandado proibindo as vendas e serviços do BlackBerry nos Estados Unidos. O Departamento de Justiça dos EUA solicitou uma protelação de 90 dias para os funcionários governamentais mais importantes, no caso de um mandado. A RIM sugeriu a possibilidade de um trabalho sobre o software que não infringisse as patentes da NTP, e a duas iniciaram negociações através de um mediador indicado pelo tribunal.

A RIM e a NTP chegaram a um acordo quanto à sua disputa. O custo: US$ 612,5 milhões. O resultado: a NTP concede à RIM uma licença para o uso das patentes da NTP. Segundo o comunicado à imprensa emitido por ambas as companhias em 3 de março de 2006, eis o teor do acordo:

“O acordo de licenciamento e conciliação se refere a todas as patentes de propriedade e controladas pela NTP e cobre todos os produtos, serviços e tecnologias da RIM. A NTP concede à RIM o total direito de continuar suas atividades, incluindo as atividades relacionadas ao BlackBerry. A resolução permite que a RIM e seus sócios vendam os produtos e serviços da RIM completamente livres e desembaraçados de qualquer queixa por parte da NTP, incluindo quaisquer queixas que a NTP possa ter contra portadoras sem fio, sócios de canal, fornecedores ou clientes em relação aos produtos ou serviços da RIM (incluindo o BlackBerry Connect e a tecnologia embutida), ou em relação a produtos e serviços de terceiros, na medida que sejam usados em conexão com produtos e serviços da RIM”.

 

Hardware do BlackBerry

Um BlackBerry pode fazer as mesmas coisas que um telefone celular, incluindo enviar mensagens de texto via SMS. Ele também é uma agenda de contatos telefônicos, uma agenda diária, um cliente de e-mail, um navegador web, um pager bidirecional e um computador palm-top. Apesar de fazer algumas das mesmas coisas que um computador, ele não precisa estar em um ponto de conexão WiFi para funcionar: ele usa a rede de telefonia celular assim como uma WLAN 802.11b. Para fazer tudo isso, ele combina os componentes de um telefone celular e de um PDA.

Alguns modelos BlackBerry possuem o mesmo fator de forma e componentes que um telefone inteligente. Outros se parecem mais com PDAs ou computadores palmtop. Os componentes específicos podem variar de um modelo para outro, mas em geral as partes visíveis de um BlackBerry são:

  • Visor LCD
  • Teclado QWERTY
  • Trackball para navegação
  • Módulo GPS interno 
  • Entrada para microfone/fone de ouvido
  • conexão para carregador USB
  • antena interna ( externa somente nos rádios, tipo Nextel )
  • Câmera fotográfica 
  • Luz indicadora de novas mensagens e dados.

Do lado de fora da unidade, você pode ver também a localização do microfone e do alto-falante, assim como saber onde acessar a bateria recarregável de íons de lítio.

Uma placa de circuito impresso conecta todas as coisas dentro do estojo, incluindo:

  • Fonte de luz para a tela LCD
  • Microprocessador de até 624Mhz 
  • Memória (normalmente flash e RAM)
  • Transmissor Bluetooth (em alguns modelos)
  • Modem sem fio (em alguns modelos)

Ao contrário dos primeiros PDAs, que usavam telas sensíveis como interface de usuário, o BlackBerry possui um teclado projetado para o uso com os polegares. Este teclado opera de modo muito parecido com o de seu computador, mas com uma pequena diferença: a maioria dos teclados de computador usa teclas salientes e cada tecla se apóia sobre um interruptor. A pressão sobre a tecla ativa o interruptor; no entanto, em um BlackBerry as fileiras de teclas salientes estão dispostas entre as fileiras de interruptores. Cada tecla possui atuadores que pressionam uma ou algumas das teclas adjacentes a ela.

O software do BlackBerry usa uma tabela de busca para coincidir cada letra com uma combinação específica de teclas salientes. Esse arranjo usa menos interruptores, o que possibilita um teclado menor.

Os telefones inteligentes BlackBerry possuem ainda menos espaço para um teclado, assim cada tecla corresponde a mais de uma letra. O Software de texto preditivo chamado SureType, permite que a pessoa digite normalmente e determina a palavra certa enquanto a pessoa digita. As pessoas podem usar múltiplos acionamentos de cada tecla para selecionar letras diferentes, como a maioria das pessoas faz ao enviar mensagens de texto em seus telefones celulares.

Software do BlackBerry


Foto cedida por RIM
Um BlackBerry 8700C

Além da tecnologia push comentada anteriormente, um BlackBerry requer uma variedade de softwares na própria unidade handheld e nos servidores e computadores pessoais. Os aparelhos fazem parte de uma rede que inclui os handhelds, o software do handheld, o software do computador pessoal e o software do servidor.

A unidade BlackBerry usa um sistema operacional BlackBerry e inclui softwares de e-mail, navegação na web, mensagens instantâneas e gerenciamento de informações pessoais (PIM). Desenvolvedores independentes criaram uma grande variedade de outros programas para o BlackBerry, como jogos e aplicativos de produtividade.

Outros programas de terceiros são aplicativos personalizados que possibilitam às pessoas obter dados e atualizações de softwares proprietários de vendas, coleta de dados e outros programas empresariais. Muitos deles usam uma interface de navegação e mensagens de e-mail para a recuperação dos dados. Os usuários recebem uma mensagem de e-mail com um link no qual podem clicar para fazerem uma chamada telefônica, visualizarem dados ou se registrarem em um serviço. A criptografia SSL e TLS protege as informações e os dados.

Como um BlackBerry possui menos memória e capacidade de processamento que um computador, cada um desses programas precisa ser relativamente menor e mais eficiente. As páginas da web precisam ser simples e não podem depender de frames ou applets. Além disso, são mais eficazes quando usam o mínimo de cores possível. Os desenvolvedores para BlackBerry usam um ambiente de desenvolvimento Java que permite simular um BlackBerry e assegurar que seus programas são compatíveis.

As empresas que empregam múltiplos usuários de BlackBerry freqüentemente usam o software BlackBerry Enterprise Server para gerenciar a conexão de cada BlackBerry com a rede corporativa. O software é executado por trás de um firewall da corporação e envia as informações para as unidades dos handhelds. Os administradores de sistemas também podem usar o software do lado do servidor para atualizar as unidades BlackBerry sem fio.

Fonte: HowStuffWorks – como tudo funciona

Logo farei um post com mais foco no serviço BIS!

Como funciona o Blackberry!
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